segunda-feira, 26 de março de 2018

Sintomas

A maioria dos sintomas da rinite alérgica surgem logo após entrar em contato com o alérgeno. Entre os principais sintomas da crise de rinite alérgica pode-se perceber:
  • Irritação: no nariz, na boca, nos olhos, na garganta, na pele ou em qualquer outra região.
  • Problemas com odores.
  • Coriza nasal: é a saída abundante de secreção nasal, de aspecto aquoso. Pode, até mesmo, haver gotejamento espontâneo da secreção. Ocorre devido ao aumento da secreção das glândulas da mucosa nasal. Quando a alergia se prolonga, esta secreção torna-se mais densa, apresentando-se esverdeada ou, quando ocorrerem infecções associadas, amarelada.
  • Espirros: muitas vezes, constituem-se no único sintoma da rinite, geralmente, ocorrem logo após o contato com o alérgeno e podem chegar a durar vários minutos.
  • Olhos lacrimejantes.
  • Obstrução nasal: sintoma bastante frequente. Mais raramente, pode ser o único sintoma que o paciente apresenta. Pode acometer uma ou as duas fossas nasais e é o sintoma que mais incomoda o paciente, pois o obriga a executar a respiração bucal, além de perturbar muito o seu sono (ocorre piora da obstrução nasal quando o paciente deita a cabeça, devido ao acúmulo de secreção no local).
  • Prurido (coceira): os espirros geralmente são acompanhados de coceira nasal, que pode estender-se à conjuntiva ocular, ao canal auditivo externo e, até mesmo, ao lábio superior. A presença de coceira na sintomatologia nasal constitui, praticamente, o selo para um diagnóstico positivo de alergia nasal. Tanto os espirros quanto o prurido ou coceira ocorrem por irritação das terminações nervosas da mucosa local, pela presença de edema e da inflamação presente na região.
  • Rouquidão.
  • Ocorrência de sinusite.
Outros sintomas da rinite alérgica podem se apresentar ao longo de horas, como:
  • Congestão nasal.
  • Tosse.
  • Diminuição da audição, olfato e/ou paladar.
  • Dor de garganta.
  • Olheiras.
  • Olhos inchados.
  • Fadiga.
  • Irritabilidade.
  • Cefaleia.
Dois sinais típicos da rinite alérgica são:
  • Acentuação das linhas das pálpebras inferiores (sinal chamado de linhas de Dennie-Morgan).
  • Escurecimento da pele abaixo dos olhos, lembrando uma olheira.
A rinite alérgica, em algumas pessoas, pode ocorrer sazonalmente (dura em média de 7 a 10 dias), aparecendo apenas em determinadas épocas do ano. Contudo, muitos pacientes apresentam um quadro quase constante de rinite alérgica, como numerosos episódios ao longo de todo o ano.
Estes geralmente são aqueles que ficam expostos a alérgenos constantemente, seja em casa ou no trabalho. Se o paciente convive em um meio onde está exposto ao alérgeno de forma frequente, a tendência é de que os sintomas fiquem cada vez piores e cada vez mais uma menor quantidade de alérgeno seja capaz de desencadear as crises.
Algumas pessoas se tornam tão sensíveis que outros fatores podem passar a desencadear a rinite, como:
  • Cheiro forte.
  • Exposição ao frio.
  • Fumaça.

Causas

Os fatores desencadeantes da rinite alérgica são os mesmos da asma brônquica, podendo ser alguns alimentos, animais, ácaros, poeiras, drogas ou até substâncias químicas, embora os inalantes sejam os principais responsáveis pela rinite alérgica.
Deve-se tomar cuidados especiais com:
  • Pó encontrado em casa, especialmente em carpetes e cortinas, pois ele é rico em ácaros.
  • Infecções do trato respiratório por vírus (especialmente o adenovírus) e bactérias.
  • Pelos de animais domésticos (gatos, cachorros).
  • Esporos de fungos presentes na terra (poeira) e em suspensão no ar atmosférico.
  • Inspiração de ar frio.
  • Estado emocional.
  • Fumaça do cigarro.
  • Inalação de sprays de cabelo e desodorantes.
  • Aspirina.
  • Exercícios físicos.
  • Fatores ocupacionais de algumas profissões como: farinha (para padeiros), pelos de animais ou suas fezes (para pessoas que trabalham em zoológico, clínicas veterinárias, etc.), vapores, etc.
  • Alimentos como leite, chocolate, tomate, crustáceos, etc.
Muitas das substâncias presentes no meio ambiente são alergênicas, mas predominam a poeira, o pólen e alguns alimentos. Vejamos:

Poeira doméstica

É a principal causa, esta poeira traz vários componentes maléficos à saúde, como:
  • Restos de pelos de animais.
  • Descamação da pele humana e de animais.
  • Restos de insetos.
  • Bactérias.
  • Fungos.
  • Ácaros, micro-organismos que se adaptam muito bem ao ambiente domiciliar e proliferam com facilidade em temperatura ambiente e locais úmidos. O ácaro mais implicado na rinite alérgica é o Dermatophagoides spp. Seu nome deriva do fato de se alimentar de material orgânico da pele do homem e de animais e fungos.
Por esta razão, os ácaros se acumulam em colchões e estofados. As proteínas existentes no corpo e nas fezes dos ácaros são extremamente alergênicas a pessoas predispostas à rinite.

Pólen

Outra causa de rinite é o contato com o pólen, que ocorre em geral na primavera e no início do outono, quando ele é transportado pelo ar, se encontrando em níveis maiores. No Brasil, esta rinite sazonal é mais comum na região sul.

Alimentos

A alergia alimentar é menos frequente e, num geral, ocasiona outros sintomas além da rinite, como na pele e no sistema gastrointestinal. Embora qualquer alimento possa causar uma reação alérgica, os mais frequentes são:
  • Leite de vaca.
  • Ovo.
  • Soja.
  • Trigo.
  • Peixe.
  • Crustáceos.

Tipos de Rinite

A rinite pode ser alérgica ou não-alérgica. Vamos ver cada uma:
  • Rinite alérgica: é a forma mais comum de rinite e é causada geralmente por alérgenos presentes no ar, como o pólen, ácaro e a própria descamação da pele de animais, mas também pode ser provocada devido a reação alérgica à coceira, produtos químicos, cigarros e remédios.
  • Rinite não-alérgica ou rinite vasomotora: geralmente é causada por inflamação que não decorre de alergia ou por problemas na própria anatomia das vias nasais.

E o que é alergia?

“Alérgeno” caracteriza-se por qualquer partícula que tenha a capacidade de desencadear uma reação alérgica, que nada mais é do que uma reação do sistema imune a agentes estranhos. Os alérgenos podem entrar em contato com nosso corpo por:
  • Inalação, como pólen, fumaça, produtos químicos, poeira, etc.
  • Ingestão, como comidas, remédios e suplementos.
  • Contato com a pele, como substâncias químicas, perfumes, cremes, látex, plantas, etc.
  • Inoculação na pele, como picadas de insetos.
A causa da reação alérgica não é a ação direta e ativa do alérgeno, mas sim a resposta exagerada do organismo ao contato com o mesmo. Explicando o porque algumas pessoas têm alergia a determinadas partículas e outras não.

O que é Rinite

Conhecida popularmente como “alergia nasal”, a Rinite alérgica é uma reação imunológica do corpo à partículas inaladas que são consideradas estranhas. Essas substâncias são chamadas de “alérgenos”, ou seja, a rinite é um quadro de inflamação das mucosas da cavidade nasal, causado por uma reação exagerada do sistema imune a partículas alérgenas do ar.
Apesar de assemelhar-se a um estado gripal, a rinite tem mecanismos e causas diferentes. O resfriado e a gripe são causados por vírus, já a rinite alérgica é uma inflamação do revestimento interno do nariz e os sintomas têm início minutos após o contato com o alérgeno , na maior parte das vezes poeira doméstica e ácaros.
O nariz é a porta de entrada para o ar e substâncias carregadas por ele, e tem a função de filtrar as impurezas, além de umidificar e aquecer o ar que chegará aos pulmões. A pessoa alérgica então tem uma reação exagerada aos alérgenos. Seu sistema imunológico reage de forma intensa a estas substâncias estranhas na tentativa de defesa do organismo.
Quando ocorre a crise da rinite, a pessoa apresenta obstrução nasal, coriza, espirros e coceira no nariz. Se ela tiver uma predisposição para a asma, poderá então apresentar também uma crise, com falta de ar e cansaço.
As alergias apresentam um componente genético. Quando os pais e mães tem rinite, a chance dos filhos terem o problema chega a 50%. Quando a pessoa que possui essa predisposição entra em contato com um alérgeno, passa a ser reativa a ele e não mais tolerar o contato. Essa reação em geral acontece nos primeiros anos de vida, mas pode ser mais tardia.